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"Fim de ensaio", da esquerda para a direita: Vivian, maestro Isaque Lacerda, Ailson, Elaine, MAESTRO JAIME ZENAMON, Ben Hur, Kátia, James e Yoran Sebastian . Na frente, Bella, Camila e Melody
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Conheça mais um pouco da ópera paranaense, e do trabalho de pesquisa do Coro Novaphilarmonia.
sexta-feira, 10 de julho de 2015
OPERETA MARUMBY - ENSAIO
E os ensaios continuam, a todo vapor! No (frio!) dia 09 de julho, recebemos as primeiras orientações do maestro Jaime Zenamon.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
OPERETA MARUMBY - UM LIBRETO "ESCANDALOSO"?
A
pesquisadora Angela Cristina Lorenzzoni, do Grupo de Pesquisa em Estudos em
Musicologia, da Unespar/Embap, atuando na linha de pesquisa em Música
Paranaense, publicou em 2014 um artigo intitulado BENEDITO NICOLAU DOS SANTOS(1878-1956): INTELECTUAL, COMPOSITOR, REGENTE, PROFESSOR, onde, citando
pesquisa precedente de Santos, nos traz o curioso desabafo do autor, sobre o
contexto em que a OPERETA MARUMBY foi levada aos palcos.
Confiram:
"Acerca das
dificuldades de se escrever e montar uma opereta na Curitiba do início do
século XX, são reveladoras as palavras do próprio Benedito Nicolau dos Santos,
que transcrevemos a seguir.
Pela temática e pela citação de alguns personagens,
acredita-se tratar-se de Marumby:
Contento-me,
porém, a crêr eu só no que digo. Dizendo o mais, também se vai ao menos. Agora
êste “menos” para dizer em música, na terra onde se é preciso, antes de tudo,
consultar o chefe de partido, o delegado de policia e a boa disposição dos
colegas, preferivel é passa-lo de menos a mínimo. […]
Outra
vez, instigado, arrisquei-me a fazer aquele mínimo por encomenda. Digo por
encomenda porque já me contava incapaz de produzir algo por conta própria. Saiu
uma como operêta regional de cousas e costumes da terra.
Resultado:
- A policia depois de lêr e autorisar a representação visitou-me quatro vezes,
à casa. Denuncias haviam surgido. Os consules reclamavam contra a inclusão de
súditos, na peça. E para evitar conflitos e complicações internacionais, cortou
a policia um alemão, um polaco e um italiano que haviam sido, à ultima hora,
cunhados a conta dos que faziam de personagens.
Houve
antes disso muito bate-boca, brigas, expulsão da troupe que andou de Herodes
para Pilatos, sem casa ou teatro para os ensaios, além de exigências de
pagamento adiantado disto e daquilo.
A
peça, porém, foi empurrada e obteve brilhante sucesso de estreia na aldeia
(SANTOS, 1936, v. 4, Prefácio).
SANTOS,
Benedito Nicolau dos. Normas e Fatos. v. 1. Curitiba: Gráfica Mundial, 1948.
A CURITIBA DE 1928
A OPERETA MARUMBY fez estréia em 19 de dezembro de 1928.
Mas... o quê mais aconteceu em Curitiba, neste ano de 1928?
Em 03 e 04 de julho de 1928, caiu neve sobre Curitiba, transformando a paisagem ao gosto dos imigrantes e seus descendentes que aqui moravam.
O cenário foi registrado em fotografias, que podem ser encontradas no Acervo da Casa da Memória de Curitiba.
A neve também foi registrada em filme pela empresa Botelho & Filho, e se encontra disponibilizada on line na iniciativa do historiador Paulo José da Costa. Confira!
Neste ano, também abriu um bar... o CASA VELHA, Curioso que desde 1928, o bar está na mesma casa de madeira, no bairro Abranches, ao lado do cemitério da região. O bar foi aberto pela família Mickosz, e apesar de trocar de donos nas décadas que se passaram, voltou à direção da família e à administração essencialmente familiar, o que agrada aos clientes e cria vínculos com a comunidade.
Também foi no ano de 1928 que a poetisa Helena Kolody publicou sua primeira poesia, "A Lágrima" (porém, seu primeiro livro seria lançado somente na década de 40).

A LÁGRIMA (seu primeiro poema)
Oh! lágrima cristalina
Tão salgada e pequenina
Quanta dor tu redimes
Mesmo feita de amarguras
És tão sublime tão pura
Que só virtudes exprimes.

Os carros da moda e objeto de desejo em 1928, eram muito elegantes.
Confira o modelo Chrysler Sport Roadster 1928:
Falando em automóveis, também foi no ano de 1928 que Curitiba trocou a energia elétrica pelo petróleo, no transporte coletivo:
terça-feira, 7 de julho de 2015
COMEÇOU!
Aki estamos nós, primeiro ensaio do coro na OPERETA MARUMBY!
E de "nova casa", no interessante Teatro Rafael Greca, obra restaurada - os tijolos nas paredes do palco, são os originais da casa e remontam a mais de século!
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| Ensaio no Teatro Rafael Greca - Guairacá Cultural |
segunda-feira, 6 de julho de 2015
BENEDITO POR BENEDITO
BENEDITO
NICOLAU DOS SANTOS FILHO
foi um historiador da cultura paranaense, que seguiu os passos do pai, BENEDITO
NICOLAU DOS SANTOS. É do filho a autoria da obra ASPECTOS
DA HISTÓRIA DO TEATRO NA CULTURA PARANAENSE,
editado em 1979, volume que pode ser encontrado na Biblioteca do Círculo de
Estudos Bandeirantes.
No Capítulo XVI, intitulado AS EXPRESSÕES CULTURAIS
QUE FIZERAM O NOSSO TEATRO,
o autor apresenta breves biografias dos principais expoentes da cultura
paranaense e, entre estes, seu próprio pai, BENEDITO NICOLAU DOS SANTOS.
BENEDITO
(pai) é apresentado por BENEDITO (filho),
a fls. 201/213, nas seguintes palavras:
BENEDITO NICOLAU DOS SANTOS
Nascido
em 10 de setembro de 1878.
Falecido
em 9 de julho de 1956.
A
cadeira nº 16 da Academia Paranaense de Letras tem como patrono Brasílio
Itiberê da Cunha e como fundador, Paulo D’Assumpção, sendo ele o primeiro
ocupante.
A
cadeira º 23 da Academia Brasileira de Música foi fundada por Benedito Nicolau
dos Santos e tem como patrono, Brasílio Itiberê da Cunha, (1848-1913),
atualmente vaga.
Nasceu
na cidade de Curitiba, filho de Manuel Gonçalves dos Santos de D. Benedita da
Trindade Ribas. Aos oito anos de idade foi matriculado na Escola dos “Bons
Meninos”, fundada e dirigida pelo professor José Cleto, concluindo, ali, seu
curso primário. Passou para a Escola Normal, transferindo-se, logo depois para
o Ginásio Paranaense, cujo curso, ali, não concluiu por motivo de saúde, para
seguir, contra a sua vontade, a carreira comercial. Estudou, em companhia de
Olívio Carnasciali, escrita e contabilidade mercantil, juntamente do
contabilista e guarda livros Gabriel José do Nascimento.
Sentindo
forte vocação artística, matriculou-se na Escola de Belas Artes do Paraná,
dirigida pelo pintor português Antônio Mariano de Lima. Tomou lições particulares
de música – solfejo, violino e piano – com o professor Joaquim Fernandes da
Silva, de português e francês, com Justiniano de Melo e Silva, o de matemática,
com o professor Alvaro Pereira Jorge e de alemão, com a professora Luiza Deck.
Ao
atingir a maioridade, entrou na posse de um pequeno patrimônio, em propriedades
que lhe foram legadas, usufruindo suficiente renda que lhe garantiu certa
independência econômica. Pode, então, aperfeiçoar-se em música, estudando
violoncelo com o mesmo maestro italiano Adolfo Corradi, harmonia e composição
com o maestro espanhol Francisco Rodrigues Maiquez, compositor e regente da
Companhia de Zarcuelas “Maria Alonso”, que ficou em Curitiba, lecionando piano
e teoria, partiturando músicas para duas bandas militares. Por essa época, foi
empregado auxiliar do Segundo Cartório do Tabelião de Notas e escrivão do Cível
e Comércio do Gabriel Ribeiro. Organizou, por esse tempo, uma pequena orquestra
de salão, ganhando a prática da composição ligeira e instrumentação.
Na
Escola de Belas Artes, após o curso de três anos, integrou em prova final, o
grupo selecionado cujos trabalhos de desenho a carvão, foram enviados à
Exposição Universal de Chicago, onde a E.B.A.P., alcançou medalha de ouro. No
período de 1902-1903, trabalhou, para experiência, no escritório de Firma
Comercial Importadora de Leão Bueno & Cia. Abrindo-se, na ocasião, ma
Delegacia Fiscal do Tesouro Nacional, um concurso para empregos de Fazenda,
nele se inscreveu, alcançando alta classificação. Foi, por isso, nomeado
segundo escriturário da Alfândega de Paranaguá, em 19 de março de 1904.
No
fim desse mesmo ano, foi designado para servir, como escrivão, na mesa de
Rendas de Foz do Iguaçu, recém-criada. Seguiu, em março de 1905, em companhia
de Manoel Azevedo de Silveira, um dos maiores poetas do simbolismo, no Brasil e
autor do “Luar de Inverno”, que também fora nomeado administrador para a
Colônia Militar, escalando por Montevidéu, Buenos Aires, Corrientes e Posadas.
Dispensado da Comissão, foi mandado servir na Alfândega do Rio de Janeiro, no
período de 1906 a 1907. No Rio, reiniciou seus estudos musicais com o maestro Cavalier
Darbilly – diretor do Conservatório Livre, na ria do Carmo. Publicou, por essa
época, suas primeiras composições – música de dança.
O
intenso trabalho aduaneiro e as obsoletas teorias harmônicas do velho maestro
desistimularam-no para prosseguir na carreira artística profissional e isso,
quando por intermédio do maestro paranaense Bento Mossurunga, que dirigia o Teatro
“Maison Moderne” lhe chegava a proposta de contrato da Empresa Pascoal
Segretto, para dirigir o elenco artístico do Teatro Carlos Gomes. Decidiu-se
pelo serviço público.
Em
1906, contraiu matrimônio com D. Maria Luiz Curial, de família curitibana, e
retornou, em 1907, promovido a primeiro escriturário, à Alfândega de Paranaguá.
Nesta antiga cidade, Benedito Nicolau dos Santos organizou uma pequena
orquestra para a qual compunha músicas apropriadas ao cinema mudo e para
funções religiosas. Nessa pequena orquestra, tocou Heitor Vila Lobos que, em
Paranaguá, se deteve por algum tempo, em meio às suas andacás pelo Brasil e
quando verificou a proficiência musical de Benedito Nicolau. Mais tarde,
fixou-se, definitivamente, em sua cidade natal: Curitiba.
Tornou-se
autodidata e dedicou-se, com perseverança a sérios estudos e pesquisas
históricas, da ciência e das artes, mui especialmente sobre a música. Escreve,
então, sua obra máxima – “Sonometria e Música” -, em quatro volumes, período de
tempo, abrangendo os anos de 1916 a 1938, ano este em que começou a publicação
desse trabalho que foi recebido, com acatamento e aplausos, pela crítica
nacional e estrangeira. Apresentou esse trabalho em conferência no Rio de
Janeiro, apresentado pelo musicólogo Luiz Heitor Correia de Azevedo. Como
professor, lecionou português e outras matérias do curso ginasial, no Colégio
Paroquial de Paranaguá. Em Curitiba, matérias do curso básico e as de finanças,
na Academia Paranaense de Comércio e na Faculdade de Ciências Econômicas.
Foi
um dos fundadores e organizadores do Círculo de Estudos Bandeirantes que muito
tem influído na vida cultural do Paraná. Era membro da Academia Paranaense de
Letras, do Centro de Letras do Paraná, membro correspondente do Instituto
Histórico de Musicologia de Montevidéu, membro do Conselho de Defesa do
Patrimônio Cultural do Paraná, membro da Academia José de Alencar e de outras
associações Culturais, fora do Estado. Foi um dos fundadores da Sociedade de
Socorro aos Necessitados de Curitiba.
Fundou,
em Paranaguá, o jornal “Mensageiro” e o “Vigilante” e, em Curitiba, o jornal “O
Cruzeiro”, todos de orientação católica. Colaborou nas revistas simbolistas “O
Sapo” e “Azul” (1900 e 1901), no “Itararé” (1920-1921), “Marinha” de Paranaguá,
“Prata da Casa”, “Véritas”, “Boletim Latino Americano”, de Montevidéu.
Em
Curitiba, sua colaboração foi permanente na revista “Correio dos Ferroviários”
e os jornais da época: “O Dia”, “Gazeta do Povo”, “Diário da Tarde”, escrevendo
sobre os mais variados assuntos e, principalmente, como crítico musical, sob o
pseudônimo de “Jack Lino”.
Foram
suas principais produções: Obras de
Musicologia: “Sonometria e Música” – 4 volumes, Livraria Mundial, Curitiba,
1931 a 1935. “A Pauta Sinfônica”, “A Pauta Sintética” -, inéditas. “Tertúlias
Musicais”, em alguns fascículos e um livro didático às escolas, “Cantigas de
Infância”, com letras do poeta Francisco Leite, em 1921.
Operetas:
“Vovozinha”, com letra de Emiliano Perneta. Representada, pela primeira vez, no
dia 13 de maio de 1917, no antigo Clube Literário de Paranaguá, depois em
Curitiba e Ponta Grossa, em 1921. “Rosa Vermelha” em um ato, letra do poeta
simbolista José Gelbeck. “Marumby”, opereta em três atos, letra do próprio
autor, representada, pela primeira vez, em 19 de dezembro de 1928 no antigo
Teatro Guaíra, pelo grupo teatral da Sociedade Renascença, sob o patrocínio do
Dr. Alfonso Alves de Camargo, Presidente de Estado. E ainda, “Pequena Cantora”
em três atos, letra do grande poeta Leôncio Correia.
Peças teatrais:
“Erros do Coração” – comédia em três atos (1930) – “O Homem de Saia” – comédia de
três atos (1932) – “Lição de Amiga” – comédia em um ato (1932) – “O Voto
Feminino” – (1928). Formou com as outras, o volume “Teatro Inédito”.
Obras Diversas:
“Normas e Fatos” – filosofia e crítica (1948 e 1949) – “Curitiba e o Ivo” -
estudo sobre Curitiba antiga e seus chafarizes – “Lendas e Crônicas de Curitiba
Antiga” – inédito. É de se mencionar, ainda, o trabalho “Retalhos do Passado”,
da Revista da Academia Paranaense de Letras, 1948, de interesse para o estudo
da figura do eminente filósofo paranaense Euzébio Silveira da Mota.
sábado, 4 de julho de 2015
quarta-feira, 23 de abril de 2014
A ousadia dos cabelos curtos - melindrosas anos 20

Rompendo com uma tradição de séculos, que vinculou os cabelos longos à ideia de nobreza, as melindrosas da década de 20 ousaram lançar moda dos cabelos curtos, adornados com chapéus delicados, fitas bordadas e coloridas, muitas vezes enfeitadas com penas de pavão.
![]() |
| Clara Bow, atriz americana que fez carreira no cinema mudo. |
A moda "pegou", os práticos cortes de cabelo das melindrosas foram incorporados ao cotidiano feminino e nunca mais saíram da moda.
É só espiar as revistas de época, para notar como este estilo ainda é contemporâneo, um século depois!
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| Thelma Tood, atriz americana que fez carreira no cinema mudo |
É só espiar as revistas de época, para notar como este estilo ainda é contemporâneo, um século depois!
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